Deluz investe em alta tecnologia na criação do COI
Na parede, em letras aplicadas: COI — Centro de Operação Integrada Deluz. Embaixo, uma tela de 75 polegadas, acesa. Ela não é ligada para reunião nem apagada no fim do expediente: mostra continuamente o que está acontecendo em todas as frentes de serviço. De frente para ela, um posto de operação.
A sala fica na nova sede da empresa, em Santa Fé do Sul, e é uma das razões da mudança: centro de operação precisa de espaço dedicado, e a casa antiga não tinha.
Por que isso é novo
Centro de operação com painel ao vivo existe no setor elétrico — mas do outro lado do contrato. É coisa de quem opera a rede. Quem presta o serviço de campo entrega o serviço, não a visão dele.
E não é falta de vontade. Não dá para montar um painel ao vivo se o dado nasce no papel. Um centro de operação só funciona quando a informação sai da frente no momento em que a coisa acontece — a equipe que parou por chuva, o veículo que saiu da rota. Sem isso, a tela mostra ontem.
A Deluz tinha essa parte pronta antes de pensar em sala. O painel é alimentado direto pelo sistema Deluz, o mesmo que as equipes usam em campo. O que o campo registra, a parede mostra — sem digitação dupla e sem planilha no meio do caminho.
O que está na tela
- mapa operacional com a situação de cada equipe: produzindo, parada por chuva, aguardando início;
- frota ao vivo, com rastreamento, rotas e alertas de velocidade;
- alertas de chuva e tempestade sobre as frentes;
- produção por regional e inspeções de segurança.
Há também inteligência artificial ligada ao painel, ajudando a monitorar essas informações.
O avanço não é a tela. É o tempo
Antes, um desvio em campo virava assunto quando alguém avisava, e a decisão vinha depois do fato consumado. Agora a chuva que parou uma frente aparece na hora, e o erro de rota vira alerta em vez de discussão no fim do mês. É a mesma obra, com a diferença de dar para acompanhar enquanto ela acontece.
A prévia foi apresentada à concessionária ISA Energia, que elogiou e recebeu muito bem a ferramenta. O projeto está em fase final de implantação — a Deluz não chama de pronto o que ainda não está —, mas a sala está montada, o painel está no ar e o posto de operação, ocupado.
Uma prestadora de serviço de campo com centro de operação próprio, painel ao vivo e inteligência artificial no monitoramento é coisa nova neste setor. A Deluz apostou que quem executa também precisa enxergar. O COI é essa aposta de pé, ligada, na parede.
